Temas de redação da Fuvest

   

 

 

Redação (Fuvest 2000)

Recentemente, o Deputado Federal Aldo Rebelo (PC do B – SP), visando proteger a identidade cultural da língua portuguesa, apresentou um projeto de lei que prevê sanções contra o emprego abusivo de estrangeirismos. Mais que isso, declarou o Deputado, interessa-lhe incentivar a criação de um "Movimento Nacional de Defesa da Língua Portuguesa".
Leia alguns dos argumentos que ele apresenta para justificar o projeto, bem como os textos subseqüentes, relacionados ao mesmo tema.
"A História nos ensina que uma das formas de dominação de um povo sobre outro se dá pela imposição da língua. (...)"
"...estamos a assistir a uma verdadeira descaracterização da Língua Portuguesa, tal a invasão indiscriminada e desnecessária de estrangeirismos – como ‘holding’, ‘recall’, ‘franchise’,
‘coffee-break’, ‘self-service’ – (...). E isso vem ocorrendo com voracidade e rapidez tão espantosas que não é exagero supor que estamos na iminência de comprometer, quem sabe até truncar, a comunicação oral e escrita com o nosso homem simples do campo, não afeito às palavras e expressões importadas, em geral do inglês norte-americano, que dominam o nosso cotidiano (...)"
"Como explicar esse fenômeno indesejável, ameaçador de um dos elementos mais vitais do nosso patrimônio cultural – a língua materna –, que vem ocorrendo com intensidade crescente ao longo dos últimos 10 a 20 anos? (...)"
"Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural, e, assim, conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria, mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. (...)"
(Dep. Fed. Aldo Rebelo, 1999)

"Na realidade, o problema do empréstimo lingüístico não se resolve com atitudes reacionárias, com estabelecer barreiras ou cordões de isolamento à entrada de palavras e expressões de outros idiomas. Resolve-se com o dinamismo cultural, com o gênio inventivo do povo. Povo que não forja cultura dispensa-se de criar palavras com energia irradiadora e tem de conformar-se, queiram ou não queiram os seus gramáticos, à condição de mero usuário de criações alheias." (Celso Cunha, 1968)
"Um país como a Alemanha, menos vulnerável à influência da colonização da língua inglesa, discute hoje uma reforma ortográfica para ‘germanizar’ expressões estrangeiras, o que já é regra na França. O risco de se cair no nacionalismo tosco e na xenofobia é evidente. Não é preciso, porém, agir como Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto, que queria transformar o tupi em língua oficial do Brasil para recuperar o instinto de nacionalidade.
No Brasil de hoje já seria um avanço se as pessoas passassem a usar, entre outros exemplos, a palavra ‘entrega’ em vez de ‘delivery’."
(Folha de S. Paulo, 20/10/98)

Levando em conta as idéias presentes nos três textos, redija uma DISSERTAÇÃO EM PROSA, expondo o que você pensa sobre essa iniciativa do Deputado e as questões que ela envolve.
Apresente argumentos que dêem sustentação ao ponto de vista que você adotou. 

Comentário
O tema exigiu que o candidato abordasse a questão da preservação da língua portuguesa diante da questão dos estrangeirismos e dos empréstimos lingüísticos.
Nos três textos de apoio, há alusões ao uso da língua como instrumento de dominação cultural: no primeiro, o deputado Aldo Rebelo afirma que "a dominação de um povo sobre outro se dá pela imposição da língua"; Celso Cunha diz que um povo não-criativo está condenado "à condição de mero usuário de criações alheias" e o texto da Folha de S. Paulo exemplifica os alemães (e os franceses) como um povo "menos vulnerável à influência", mas que corre o risco de radicalizar suas posições.
A partir disso, o candidato poderia abordar o tema de diferentes formas: a xenofobia lingüística que poderia causar certo pedantismo; a sutil dominação de um povo pelos "empréstimos" lingüísticos ou a utopia de se pretender uma língua "pura" sem influências estrangeiras. Seria importante ressaltar que a própria língua portuguesa, como outras línguas modernas, não são "puras" e as trocas lingüísticas podem e devem ser pensadas, mas sem o caráter de aculturação que tendem a assumir e/ou, principalmente, sem a perda da identidade cultural.

(Fuvest 99) REDAÇÃO

D I S S E R T A Ç Ã O

Como você avalia a jovem geração brasileira que constitui a maioria dos que chegam agora ao vestibular? Situada, em sua maior parte, na faixa etária que vai dos dezesseis aos vinte e um anos, que características essa geração apresenta? Que opinião você tem sobre tais características?

Para tratar desse tema, você poderá, por exemplo, identificar as principais virtudes ou os defeitos que eventualmente essa jovem geração apresente; indicar quais são os valores que, de fato, ela julga mais importantes e opinar sobre eles. Você poderá, também, considerá-la quanto à formação intelectual, identificando, aí, os pontos fortes e as possíveis deficiências. Poderá, ainda, observar qual é o grau de respeito pelo outro, de consciência social, de companheirismo, de solidariedade efetiva, de conformismo ou de inconformismo que essa geração manifesta.
Refletindo sobre aspectos como os acima sugeridos, escolhendo entre eles os que você julgue mais pertinentes ou, caso ache necessário, levantando outros aspectos que você considere mais relevantes para tratar do tema proposto, redija uma DISSERTAÇÃO EM PROSA, apresentando argumentos que dêem consistência e objetividade ao seu ponto de vista.

Fuvest 1998

A partir da leitura dos textos abaixo, redija uma DISSERTAÇÃO em prosa, discutindo as idéias neles contidas. 

(...) o inferno são os Outros. 
(Jean-Paul Sartre) 

(...) padecer a convicção de que, na estreiteza das relações da vida, a alma alheia comprime-nos, penetra-nos, suprime a nossa, e existe dentro de nós, como uma consciência imposta, um demônio usurpador que se assenhoreia do governo dos nossos nervos, da direção do nosso querer; que é esse estranho espírito, esse espírito invasor que faz as vezes de nosso espírito, e que de fora, a nossa alma, mísera exilada, contempla inerte a tirania violenta dessa alma, outrem, que manda nos seus domínios, que rege as intenções, as resoluções e os atos muito diferentemente do que fizera ela própria (...) 
(Raul Pompéia) 

– ``Os outros têm uma espécie de cachorro farejador, dentro de cada um, eles mesmos não sabem. Isso feito um cachorro, que eles têm dentro deles, é que fareja, todo o tempo, se a gente por dentro da gente está mole, está sujo ou está ruim, ou errado... As pessoas, mesmas, não sabem. Mas, então, elas ficam assim com uma precisão de judiar com a gente...'' 
(João Guimarães Rosa) 

(...) 
experimentar 
colonizar 
civilizar 
humanizar
o homem 
descobrindo em suas próprias entranhas 
a perene, insuspeitada alegria 
de conviver. 
(Carlos Drummond de Andrade) 

O filósofo e psicólogo William James chamou a atenção para o grau em que nossa identidade é formada por outras pessoas: são os outros que nos permitem desenvolver um sentimento de identidade, e as pessoas com as quais nos sentimos mais à vontade são aquelas que nos ``devolvem'' uma imagem adequada de nós mesmos (...) 
(Alain de Botton)

Fuvest 1997

Redija uma DISSERTAÇÃO em prosa, relacionando os três textos abaixo.

Texto 1
Na prova de Redação dos vestibulares, talvez a verdadeira questão seja sempre a mesma: "Conseguirei?". Cada candidato aplica-se às reflexões e às frases na difícil tarefa de falar de um tema A proposto, com a preocupação em B – "Conseguirei?" –, para convencer um leitor X.

Texto 2
Ao escrever "Lutar com palavras / é a luta mais vã. / Entanto lutamos / mal rompe a manhã", Carlos Drummond de Andrade já era um poeta maior da nossa língua.

Texto 3
É difícil defender,
só com palavras, a vida
[João Cabral de Melo Neto]

Fuvest 1996

1. Leia atentamente os textos dados, procurando identificar a questão neles tratada.
2. Escreva uma dissertação em prosa, relacionando os dois textos e expondo argumentos que sustentem seu próprio ponto de vista.

Texto 1
Entre os Maoris, um povo polinésio, existe uma dança destinada a proteger as sementeiras de batatas, que quando novas são muito vulneráveis aos ventos do leste: as mulheres executam a dança, entre os batatais, simulando com os movimentos dos corpos o vento, a chuva, o desenvolvimento e o florescimento do batatal, sendo esta dança acompanhada de uma canção que é um apelo para que o batatal siga o exemplo do bailado. As mulheres interpretam em fantasia a realização prática de um desejo. É nisto que consiste a magia: uma técnica ilusória destinada a suplementar a técnica real.
Mas essa técnica ilusória não é vã. A dança não pode exercer qualquer feito direto sobre as batatas, mas pode ter (como de fato tem) um efeito apreciável sobre as mulheres. Inspiradas pela convicção de que a dança protege a colheita, entregam-se ao trabalho com mais confiança e mais energia. E, deste modo, a dança acaba, afinal, por ter um efeito sobre a colheita.

[George Thomson]

Texto 2
A ciência livra-nos do medo, combatendo com respostas objetivas esse veneno subjetivo. Com um bom pára-raios, quem em casa teme as tempestades? Todo ritual mítico está condenado a desaparecer; a função dos mitos se estreita a cada invenção, e todo vazio em que o pensamento mágico imperava está sendo preenchido pelo efeito de uma operação racional. Quanto à arte, continuará a fazer o que pode: entreter o homem nas pausas de seu trabalho, desembaraçada agora de qualquer outra missão, que não mais é preciso lhe atribuir.

[Hercule Granville]

Fuvest 1995

Relacione os textos e a imagem seguintes e escreva uma dissertação em prosa, discutindo as idéias neles contidas e expondo argumentos que sustentem o ponto de vista que você adotou.

Em muitas pessoas já é um descaramento dizerem "Eu".
T.W. Adorno

 


Não há sempre sujeito, ou sujeitos. (...)
Digamos que o sujeito é raro, tão raro quanto as verdades.
A. Badiou

 


Todos são livres para dançar e para se divertir, do mesmo modo que, desde a neutralização histórica da religião, são livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coerção econômica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa.
T.W. Adorno 

Fuvest 1994

Relacione os textos abaixo e redija uma dissertação, em prosa, discutindo as idéias neles contidas e apresentando argumentos que comprovem e/ou refutem essas idéias.
"Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje o mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena parabolicamará"
(Gilberto Gil) 

"Como democratizar a TV, o rádio, a imprensa, que são o oxigênio e a fumaça que a nossa imaginação respira? Como seria uma TV sem manipulação? São perguntas difíceis, mas a luta social efetiva, e sobretudo um projeto de futuro, são impossíveis sem entrar nesse terreno."
(Roberto Schwarz)

"Tevê colorida
fará azul-rósea
a cor da vida?"
(Carlos Drummond de Andrade) 

Fuvest 1993

O trecho a seguir do conto "A Igreja do Diabo", de Machado de Assis, descreve a necessidade que o homem teria de regras que lhe digam o que fazer e como se comportar. Uma vez conseguido isso, ele passaria a violar secretamente as normas que tanto desejou.
Escreva uma dissertação que analise esta visão que o autor tem do comportamento humano. Você pode discordar ou concordar com ela, desde que seus argumentos sejam fundamentados.
O maior mérito estará numa argumentação coesa capaz de levar a uma conclusão coerente.

Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma Igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos. (...) Está claro que (o Diabo) combateu o perdão das injúrias e outras máximas de brandura e cordialidade. Não proibiu formalmente a calúnia, mas induziu a exercê-la mediante retribuição, ou pecuniária, ou de outra espécie. (...) A Igreja fundara-se; a doutrina propagava-se; não havia uma região do globo que não a conhecesse, uma língua que não a traduzisse, uma raça que não a amasse. O Diabo alçou brados de triunfo.
Um dia, porém, longos anos depois, notou o Diabo que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes. (...) Certos glutões recolhiam-se a comer frugalmente três ou quatro vezes por ano (...) muitos avaros davam esmolas, à noite, ou nas ruas mal povoadas; vários dilapidadores do erário restituíam-lhe pequenas quantias; os fraudulentos falavam, uma ou outra vez, com o coração nas mãos, mas com o mesmo rosto dissimulado, para fazer crer que estavam embaçando os outros. [Nota: embaçar: lograr, enganar]

(Fuvest 1992)

PROPOSTA

Faça uma dissertação discutindo as opiniões expostas a seguir. 
É importante que você assuma uma posição a favor ou contra as idéias apresentadas. Justifique-a com argumentos convincentes.
Você poderá também assumir uma posição diferente, alinhando argumentos que a sustentem.

I. Alega-se, com freqüência, que o vestibular, como forma de seleção dos candidatos à escola superior, favorece os alunos de melhor situação econômica que têm condições de cursar as melhores escolas e prejudica os menos favorecidos que são obrigados a estudar em escolas de padrão inferior de ensino.

II. Por outro lado, há quem considere que o vestibular é apenas um processo de seleção que procura avaliar o conhecimento dos candidatos num determinado momento, escolhendo aqueles que se apresentam melhor preparados para ingressar na Universidade. Culpá-lo por possíveis injustiças é o mesmo que culpar o termômetro pela febre

Fuvest 1991 

O trabalhador brasileiro, em sua grande maioria, recebe salário mensal que tem como ponto de referência a chamada "Cesta Básica". Leia o texto a seguir e, baseado no que ele significa para você, escreva a sua redação, dissertativa.

COMIDA
(Arnaldo Antunes/ Marcelo Fromer/Sérgio Britto) 

Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida,
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer.
Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer,
A gente quer comer e quer fazer amor.
A gente não quer só comer,
A gente quer prazer pra aliviar a dor.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade.
em Jesus não tem dentes no país dos banguelas
(Titãs, 1988)

Temas de redação da Unesp

   

 

 

Unesp 
INSTRUÇÃO: As questões de números 08 a 10 referem-se a um fragmento do poema satírico Cartas Chilenas, atribuído ao poeta neoclássico Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), e a uma passagem do romance A Luneta Mágica, do romântico Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882).

 CARTAS CHILENAS
A lei do teu contrato não faculta 
que possas aplicar aos teus negócios
os públicos dinheiros. Tu, com eles,
pagaste aos teus credores grandes somas!
5 Ordena a sábia Junta que dês logo
da tua comissão estreita conta;
o chefe não assina a portaria,
não quer que se descubra a ladroeira,
porque te favorece, ainda à custa
10 dos régios interesses, quando finge
que os zela muito mais que as próprias rendas.
Por que, meu Silverino? Porque largas,
porque mandas presentes, mais dinheiro
..........................................................................
Agora, Fanfarrão, agora falo
15 contigo, e só contigo. Por que causa
ordenas que se faça uma cobrança
tão rápida e tão forte contra aqueles
que ao Erário só devem tênues somas?
Não tens contratadores, que ao rei devem
20 de mil cruzados centos e mais centos?
Uma só quinta parte que estes dessem,
não matava do Erário o grande empenho?
O pobre, porque é pobre, pague tudo, 
e o rico, porque é rico, vai pagando
25 sem soldados à porta, com sossego!
Não era menos torpe, e mais prudente,
que os devedores todos se igualassem?
Que, sem haver respeito ao pobre ou rico, 
metessem no Erário um tanto certo,
30 à proporção das somas que devessem?
Indigno, indigno chefe! Tu não buscas
o público interesse. Tu só queres
mostrar ao sábio augusto um falso zelo,
poupando, ao mesmo tempo, os devedores, 
35 os grossos devedores, que repartem
contigo os cabedais, que são do reino.

in: GONZAGA, Tomás Antônio. Poesias – Cartas Chilenas. Edição crítica de M. Rodrigues Lapa. Rio de Janeiro: INL, 1957. p. 264 e 266-267.

A LUNETA MÁGICA

Chamo-me Simplício e tenho condições naturais ainda mais tristes do que o meu nome. 
Nasci sob a influência de uma estrela maligna, nasci marcado com o selo do infortúnio. 
Sou míope; pior do que isso, duplamente míope, míope física e moralmente. 
Miopia física: — a duas polegadas de distância dos olhos não distingo um girassol de uma violeta.
E por isso ando na cidade e não vejo as casas.
Miopia moral: — sou sempre escravo das idéias dos outros; porque nunca pude ajustar duas idéias minhas. 
E por isso quando vou às galerias da câmara temporária ou do senado, sou consecutiva e decididamente do parecer de todos os oradores que falam pró e contra a matéria em discussão. 
Se ao menos eu não tivesse consciência dessa minha miopia moral!... mas a convicção profunda de infortúnio tão grande é a única luz que brilha sem nuvens no meu espírito.
Disse-me um negociante meu amigo que por essa luz da consciência represento eu a antítese de não poucos varões assinalados que não têm dez por cento de capital da inteligência que ostentam, e com que negociam na praça das coisas públicas. 
- Mas esses varões não quebram, negociando assim?... perguntei-lhe.
— Qual! são as coisas públicas que andam ou se mostram quebradas.
— E eles?... 
— Continuam sempre a negociar com o crédito dos tolos, e sempre se apresentam como boas firmas. 
Na cândida inocência da minha miopia moral não pude entender se havia simplicidade ou malícia nas palavras do meu amigo.

In: MACEDO, Joaquim Manuel de. A Luneta Mágica. São Paulo: Saraiva, 1961. p. 01-02.

REDAÇÃO
INSTRUÇÃO: Leia a seguinte paródia de Millôr Fernandes.

in: Bundas, ano 1, nº 4, 6 a 12 de julho de 1999, p. 5.

PROPOSIÇÃO
Os textos que serviram de base às questões de números 08, 09 e 10 mostram que o problema da corrupção não é novo em nosso país. Na atualidade, tomamos conhecimento de várias formas de corrupção por meio da imprensa, bem como a vemos abordada em peças teatrais, telenovelas e ilustrada em quadrinhos, charges e programas cômicos. A maioria dos brasileiros condena a corrupção, considerando-a culpada dos principais males que atingem o país, mas há também quem afirme que é uma "doença sem remédio" ou que faz parte da natureza de nossa sociedade. Nesse contexto, o cartum de Millôr Fernandes, parodiando um gênero de publicidade oficial, convoca sarcasticamente os jovens a participar da corrupção em todos os setores da vida nacional. 
Posicionando-se como alguém que pensa em seu futuro e sabe que pode encontrar no caminho a corrupção, manifeste sua opinião sobre o assunto, escrevendo uma redação, de gênero dissertativo, sobre o tema: 
O JOVEM ANTE A CORRUPÇÃO: UM INIMIGO
A COMBATER OU UM DADO A ACEITAR?
Se julgar necessário, pode aproveitar também elementos fornecidos pelos fragmentos de Cartas Chilenas e A Luneta Mágica.
Comentário
O tema da Vunesp primou por ser, acima de tudo, polêmico, pois exigiu que o vestibulando tomasse uma posição diante do fato de que a corrupção já é considerada como um problema antigo na formação do povo brasileiro – como se observa em Cartas Chilenas (século XVIII) e A Luneta Mágica (século XIX). Com o embasamento histórico fornecido pelos textos e a charge de Millôr Fernandes publicada numa revista atual, o candidato deveria procurar argumentos para propor ou uma forma de combater a corrupção ou aceitá-la como inevitável. Bom tema.

Unesp 
INSTRUÇÃO: Leia os três textos seguintes.
ECOLOGIA Quando, em 1982, o cineasta Ridley Scott dirigiu o filme Blade Runner – O Caçador de Andróides, ambientou sua utopia num cenário de pesadelo: uma cidade sombria, suja, superpovoada, submetida a uma incessante chuva ácida e com seus espaços totalmente engarrafados por toda a sorte de veículos. Saía-se do cinema, então, com uma indisfarçável sensação de alívio, para respirar ar puro e ver de novo a luz do sol. Passados menos de 20 anos desde a realização do filme, o horror que se viu nas telas, feito ficção, se aproxima perigosamente da vida real. 
Florestas ardem durante meses, rios são dados como irreversivelmente mortos, crianças nascem descerebradas devido à poluição atmosférica, navios derramam toneladas de petróleo nos mares, espécies animais e vegetais são rotineiramente exterminadas. Há dez anos, por exemplo, nem ao mais pessimista dos cidadãos do planeta ocorreria viver em uma cidade onde os veículos têm de se alternar nas ruas de modo a tornar o ar minimamente respirável, como ocorre hoje na Cidade do México e em São Paulo. Num país de proporções continentais, como o Brasil, com graves problemas sociais, essas questões se tornam particularmente preocupantes.  (‘’Ecologia’’. In: Guia de Profissões.
7ª ed. São Paulo: Unesp – Universidade
Estadual Paulista, 1998, p. 52.) 

A FICÇÃO VIRA REALIDADE 
Houve um tempo em que era ficção. Há não mais que dez anos, conversar com outra pessoa através de uma tela de televisão era coisa para o capitão Kirk, instalado na ponte de comando da Enterprise, a nave do seriado Jornada nas Estrelas. Microcâmeras fotográficas eram invenção de filmes como 007, assim como o único carro que se movia direcionado por um computador era o Batmóvel de outro seriado dos anos 60. A ficção, contudo, está virando rapidamente realidade. Hoje é possível conversar com outra pessoa do outro lado do mundo olhando para ela na tela do computador. A tecnologia do carro controlado por um cérebro eletrônico também já existe. No 007 de hoje, os aparelhos utilizados por James Bond não são obra de ficção, mas de merchandising, uma forma de divulgação de produtos usada pela publicidade em cenas de filmes ou programas de TV. Eles existem de verdade e podem ser comprados nas lojas especializadas. 
Isso é o melhor da história: o surgimento de todas essas novidades não é mera atividade de laboratório, mas um processo comandado pelo mercado. São produtos acessíveis ao bolso do consumidor comum, a maior parte dos quais está chegando ao Brasil junto com tecnologias como a do telefone celular digital. Não que os laboratórios também não estejam avançando. É verdade que ainda não se pode mandar pessoas de um lugar a outro por teletransporte, como em Jornada nas Estrelas. Mas até isso já não pertence tanto ao domínio da ficção científica, como era antigamente. No final de 1997, a equipe do Instituto de Física Experimental da Universidade de Innsbruck, na Áustria, conseguiu desintegrar uma partícula – um fóton – e fazê-la reaparecer em outro local.  (GUARACY, Thales & LUZ, Sérgio Ruiz.
In: Veja, 20/5/98, p. 70.) 
QUASE NO ANO 2.000 ... (Letra do Samba-Enredo da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.) 
Preto Jóia, Flavinho, Darcy do Nascimento, Guga. 

Vou viajar nas previsões 
Do homem sonhador 
Que pensou voar, cruzar o mar 
Nas asas da imaginação 
Fez o tempo avançar no tempo 
Através da criação 
De máquinas sem sentimento 
Que funcionam quando ele põe a mão 
Mas o homem que previa ôôô... 
Esqueceu a ecologia ôôô... 
A natureza, o ar 
A terra azul e o mar 
Fez o universo acordar 
Robô, roubou a festa 
O cinema deu visão 
Imaginando o que seria bis 
A nova civilização (foi ilusão) 
(bis)
Lá se vai mais um milênio, amor 
A devastação dói demais 
Proteção para os mananciais 
Pras matas e os animais 
E o futuro então 
Virá com mais vigor 
Se a nossa terra 
For tratada com amor 

É novo tempo, é bom pensar 
É tempo, amor, de libertar refrão 
O sentimento e a terra preservar 
(refrão) in: CD 7432153593-2 – Sambas de Enredo, 98 
Gravadora Escola de Samba Ltda. – 1998. 

Um dos assuntos mais discutidos neste fim de século é o do futuro de nosso planeta. Muitas pessoas manifestam pessimismo ante a devastação ambiental e o que esta pode implicar. Outras, ao contrário, crêem que a tecnologia acabará trazendo soluções a esse e a muitos outros problemas da humanidade. A Literatura e o Cinema, dando forma artística a tais pontos de vista, produzem visões do futuro ora otimistas, ora pessimistas. Tomando como referência, se julgar necessário, os textos apresentados, manifeste sua própria opinião a respeito, escrevendo uma redação em gênero dissertativo sobre o tema: A INTERVENÇÃO HUMANA NO MEIO-AMBIENTE 
E O FUTURO DO PLANETA.

Há alguns anos, quando os acidentes de trânsito começaram aumentar assustadoramente, começou-se a pensar seriamente na educação para o trânsito. A tentativa de conscientização da necessidade de obedecer à sinalização, ao limite de velocidade, enfim de usar o veículo como um meio de ida e não como uma possibilidade de morte ganhou dimensão nacional, incluindo a orientação nas escolas. No entanto, as estatísticas mostravam que a violência no trânsito crescia cada vez mais. Agora, com a implantação da nova lei, a imprensa noticia a diminuição do número de acidentes, de mortes e de multas, em até 40%. Mera coincidência?

A partir das considerações dadas, faça uma dissertação emitindo a sua opinião sobre o fato e, principalmente, sobre a nova lei do trânsito recentemente implantada no Brasil. Dê um título a sua redação.

Unesp
INSTRUÇÃO : Leia os textos que se seguem.
A organização do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) ocupou em 1997 grande espaço nos meios informativos, por sua atuação política em várias regiões do Brasil. Pesquisas publicadas revelam que uma parte da população a considera legítima, oferecendo argumentos como a má distribuição da terra no país e a presença de grandes extensões improdutivas. Outra parte a condena, argumentando que a atuação do MST desrespeita as leis, ferindo o direito de propriedade. A questão agrária está mergulhada num conflito de interesses. Esta é uma oportunidade de meditarmos sobre o significado do sentimento de perda da terra, por uma considerável parcela da população. Nossa cultura, como se sabe, se fez basicamente de portugueses e africanos exilados, e indígenas expropriados de suas terras. 
Além das implicações pontuais envolvendo a história do Brasil e a formação da cultura brasileira, de acordo com várias áreas de estudos humanistas, na simbologia da terra reside um dos mitos fundamentais do ser humano, que extravasa os tempos e os continentes. Todos os seres recebem dela o seu nascimento e, sendo a geratriz universal, simboliza feminilidade. Suas virtudes são a doçura e a firmeza calma e duradoura. Acrescente-se a humildade, etimologicamente ligada a húmus. Identificada como a mãe primordial, a terra remete às idéias de fecundidade e regeneração: dá à luz todos os seres, alimenta-os e depois os recebe, como o germe fecundo. 
Em muitas concepções antigas, a terra é personificada por uma deusa (em grego Gaia, em latim Tellus). Na literatura, a terra fértil e a mulher são freqüentemente comparadas. Assim, o trabalho agrícola é o ato gerador; o lavrar a terra, a penetração sexual; a colheita e seus frutos simbolizam parto e aleitamento. A terra expressa muitas vezes um ritual sagrado: quando alguém quer regenerar-se das mazelas do mundo pratica uma espécie de volta ao lugar onde nasceu, a sua terra natal. 
[Baseado na seguinte bibliografia: CHERVALIER, J. e GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989.
BIEDERMAN, H. Dicionário Ilustrado de
Símbolos. São Paulo: Melhoramentos, 1993.] 
Oferecemos-lhe, a seguir, dados sobre a transformação migratória por que passou o Brasil, entre 1940 e 1991 – uma das causas de nossa perda de identidade e do desemprego na cidade, hoje em dia. 
POPULAÇÃO RURAL (PR) E URBANA 
(PU) NO BRASIL, EM %. 
 

1940 

1950 

1960 

1970 

1980 

1991 

PR 

PU 

PR 

PU 

PR 

PU 

PR 

PU 

PR 

PU 

PR 

PU 

68,8 

31,2 

63,8 

36,2 

54,9 

45,1 

44,0 

56,0 

33,0 

67,0 

24,5 

75,5 

Fonte: Anuário Estatístico do Brasil, 1991, IBGE.
Finalmente, apresentamos um fragmento do texto do escritor português José Saramago, lançado por ocasião da Exposição Internacional Terra, do artista-fotógrafo Sebastião Salgado, realizada no primeiro semestre de 1997. 
TERRA 
(...) Foi o caso que estando já a terra assaz povoada de filhos, filhos de filhos e filhos de netos da nossa primeira mãe e do nosso primeiro pai, uns quantos desses, esquecidos de que sendo a morte de todos, a vida também o deveria ser, puseram-se a traçar uns riscos no chão, a espetar umas estacas, a levantar uns muros de pedra, depois do que anunciaram que, a partir desse momento, estava proibida (palavra nova) a entrada nos terrenos que assim ficariam delimitados, sob pena de um castigo, que segundo os tempos e os costumes, poderia vir a ser de morte, ou de prisão, ou de multa, ou novamente de morte. Sem que até hoje se tivesse sabido porquê, e não falta quem afirme que disto não poderão ser atiradas as responsabilidades nas costas de Deus, aqueles nossos antigos parentes que por ali andavam, tendo presenciado a espoliação e escutado o inaudito aviso, não só não protestaram contra o abuso com que fora tornado particular o que até então havia sido de todos, como acreditaram que era essa a irrefragável ordem natural das coisas de que se tinha começado a falar por aquelas alturas. Diziam eles que se o cordeiro veio ao mundo para ser comido pelo lobo, conforme se podia concluir da simples verificação dos fatos da vida pastoril, então é porque a natureza quer que haja servos e haja senhores, que estes mandem e aqueles obedeçam, e que tudo quanto assim não for será chamado subversão. 
Posto diante de todos estes homens reunidos, de todas estas mulheres, de todas estas crianças (sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra, assim lhes fora mandado), cujo suor não nascia do trabalho que não tinham, mas da agonia insuportável de não o ter, Deus arrependeu-se dos males que havia feito e permitido, a um ponto tal que, num arrebato de contrição, quis mudar o seu nome para um outro mais humano. Falando à multidão, anunciou: "A partir de hoje chamar-me-eis Justiça." E a multidão respondeu-lhe: "Justiça, já nós a temos, e não nos atende." Disse Deus: "Sendo assim, tomarei o nome de Direito." E a multidão tornou a responder-lhe: "Direito, já nós o temos, e não nos conhece." E Deus: "Nesse caso, ficarei com o nome de Caridade, que é um nome bonito." Disse a multidão: "Não necessitamos caridade, o que queremos é uma Justiça que se cumpra e um Direito que nos respeite." Então, Deus compreendeu que nunca tivera, verdadeiramente, no mundo que julgara ser seu, o lugar de majestade que havia imaginado, que tudo fora, afinal, uma ilusão, que também ele tinha sido vítima de enganos, como aqueles de que se estavam queixando as mulheres, os homens e as crianças, e, humilhado, retirou-se para a eternidade. A penúltima imagem que ainda viu foi a de espingardas apontadas à multidão, o penúltimo som que ainda ouviu foi o dos disparos, mas na última imagem já havia corpos caídos sangrando, e o último som estava cheio de gritos e de lágrimas... 
in: SALGADO, Sebastião. Terra.
Prólogo de José Saramago.
São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 10-1. 
Após refletir sobre os textos e dados apresentados, realize uma redação em forma dissertativa sobre o seguinte tema: O CONFLITO AGRÁRIO NO BRASIL DE HOJE. 
Comentário sobre a Redação
O conflito agrário é um dos mais controvertidos temas da atualidade. O candidato pôde extrair argumentos dos textos apresentados, cuidando em colocar seus pontos de vista e tecendo as considerações necessárias para direcionar as discussões de modo a sustentar suas idéias. A redação do Vunesp 98 manteve a tradição dos anos anteriores, solicitando temas atuais e polêmicos.

Leia os textos abaixo e, a seguir, elabore um texto dissertativo em que você explicite sua opinião sobre a necessidade da realização do concurso vestibular para ter acesso à universidade, desenvolvendo argumentos adequados para defender seu ponto de vista. Dê-lhe um título. Não ultrapasse 30 linhas.

Texto 1
“A faculdade, hoje, é tábua de salvação das famílias de classe média, que não conseguem acumular bens e precisam recompor seu patrimônio a cada geração”, explica a socióloga Gisela Taschener, da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Atualmente, 8% dos brasileiros possuem diploma universitário”. “A universidade é valorizada porque, no mundo de hoje, o capital do cidadão médio é sua escolaridade”, completa Gisela. Para as famílias que se equilibram com dificuldade entre a prestação da casa e a possibilidade de trocar o carro no final do ano, a faculdade dos filhos é o único patrimônio que se pode deixar. Para os filhos das famílias humildes, o diploma é uma das poucas esperanças de ascensão social. (Veja, Escravos da Angústia, 12/11/1997) 

Texto 2
O vestibular, embora considerado injusto por muitos, especialmente aqueles indolentes e incapazes de superá-los, é um instrumento democrático, que proporciona aos concorrentes igualdade de condições.
(Vladimir Antonini, Curitiba, PR, Veja, Cartas, 19/11/97)

Texto 3
Considero o vestibular a maior prova de ineficácia do sistema educacional brasileiro. Não se pode analisar um nível de conhecimento em apenas “uma tarde de domingo”. Principalmente porque estão presentes aspectos emocionais que podem ser decisivos. (Rodrigo Frank de Souza Gomes, Fortaleza, CE, Veja, Cartas, 19/11/97)

Texto 4
Nos Estados Unidos e na Inglaterra, há um teste depois do 2º grau, mas a avaliação depende de várias outras coisas, entre elas o histórico escolar, cartas de recomendação e o resultado de entrevistas na universidade. (...) Na França, quem conclui o 2º grau tem direito à faculdade desde que seja capaz de agüentar o ritmo puxado dos estudos superiores, responsável pelo abandono do curso por mais da metade dos matriculados. (Veja, Escravos da Angústia, 12/11/97) 

Texto 5
(Não foi apresentado pela Vunesp)
Vestibular, um mal necessário
O vestibular privilegia os candidatos pertencentes às classes mais favorecidas economicamente.
Os candidatos que estudaram em escolas com infra-estrutura deficiente, como as escolas públicas do Brasil, por mais que se esforcem, não têm condições de concorrer com aqueles que freqüentaram bons colégios.
Mesmo que o acesso à universidade fosse facilitado para candidatos de condição financeira  inferior, o problema não seria resolvido, pois a falta de um aprendizado sólido, no primeiro e segundo graus, comprometeria o ritmo do curso superior.
As diferenças entre as escolas públicas e privadas são as verdadeiras responsáveis pela seleção dos candidatos mais ricos.

Temas de redação da UEL

   

 

 

Redação UEL

1. Leia o tema dado a seguir e analise as idéias nele contidas.

TEMA
“A preguiça é a mãe do progresso; se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.”

2. A frase acima é do escritor Mário Quintana. Trata-se apenas de um pensamento bem-humorado ou de uma antiga verdade, que a tecnologia moderna vem confirmando?

4. Faça uma dissertação, na qual você argumentará para esclarecer sua posição diante dessa frase.

5. A dissertação deve ter a extensão mínima de 20 linhas e máxima de 30, considerando-se letra de tamanho regular.

Redação UEL – julho 

Redação
1. Leia o tema dado a seguir e analise as idéias nele contidas.

TEMA
O espaço que o homem habita diz muito de seu modo de ser.

2. Considerando essa afirmação, leia atentamente o texto publicitário abaixo.

Apartamento pronto para morar
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Central de vendas: Rua Guapuruvu, 503 - Fone: 1052-5616

3. Faça uma dissertação em que você, ten-do refletido sobre a relação entre os dois textos, exponha o que pensa a respeito do tema.

4. A dissertação deve ter a extensão mí-nima de 20 linhas e máxima de 30, considerando-se letra de tamanho regular.

Redação UEL - janeiro 

TEMA
Muitos homens, neste final de século, duvidam de que a humanidade possa caminhar para melhor sem a recuperação daquilo que a competição vem insistentemente abafando: a idéia de coletividade.

Redação UEL - julho 

TEMA
Num noticiário de TV, tão veloz e tão variado, todas as notícias parecem ter o mesmo peso.

Redação UEL - janeiro 

TEMA
Não basta saber interpretar o que se lê num texto, é preciso interpretar o mundo em que se vive.

Redação UEL - julho

TEMA
Os homens de fato se comunicam por meio dos computadores ou apenas trocam informações? 

Redação UEL - janeiro 

TEMA
A Escola é o caminho necessário para o exercício pleno da cidadania.

Redação UEL - julho 

TEMA
Pagam o preço do progresso aqueles que menos desfrutam dele.

Redação UEL - janeiro 

TEMA
Fatos históricos: quem os conta? quem os sofre?

Redação UEL - janeiro 

TEMA
O grande vencedor é aquele que não se deixa abater pela derrota

 Índice de Temas de Redação

 

Tema 18
Você, Tu e o Senhor - confusão no pronome de tratamento

 

 

Tema 17
Jornalismo Criativo

 

 

Tema 16
Temas de Redação baseados em citações

 

 

Tema 15
A Fome no Brasil

 

 

Tema 14
Crianças de Rua

 

 

Tema 13
O Estado e o Poder Judiciário no Brasil

 

 

Tema 12
O equilíbrio através dos sonhos

 

 

Tema 11
Crime Cibernético

 

 

Tema 10
Clonagem Humana II

 

 

Tema 9
Clonagem Humana I

 

 

Tema 8
As influências da infância

 

 

Tema 7
O Euro - a moeda comum européia

 

 

Tema 6
A influência de artistas

 

 

Tema 5
Deveríamos ser todos vegetarianos?

 

 

Tema 4
A Pena de Morte

 

 

Tema 3
O Holocausto

 

 

Tema 2
Realizando Sonhos

 

 

Tema 1
Ameaças Nucleares

 






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